No blog de hoje gostaria de falar sobre um tema bem interessante sobre uma área específica da Engenharia de Telecomunicações. Nos últimos anos, a medicina tem se beneficiado significativamente dos avanços tecnológicos proporcionados pela nossa Engenharia. Desde o desenvolvimento de sistemas de comunicação em tempo real até a transmissão segura de dados médicos, a sinergia entre essas duas áreas tem possibilitado novas formas de diagnóstico, monitoramento e tratamento de pacientes.
Dito isto, a telemedicina é talvez o exemplo mais evidente da integração entre Medicina e Telecomunicações, já que ela permite que profissionais de saúde realizem consultas, diagnósticos e monitoramentos de pacientes a distância, usando redes de comunicação de dados. Além disso, com o uso de videoconferências, dispositivos de monitoramento remoto e plataformas de comunicação seguras, a telemedicina tem ampliado o acesso a cuidados médicos em áreas remotas e durante situações de emergência, como a pandemia de COVID-19.

Benefícios da Telemedicina
A Engenharia de Telecomunicações permite a criação de redes de comunicação robustas e de baixa latência que são cruciais em situações de emergência. Por exemplo, em ambulâncias, sistemas de comunicação avançados permitem a transmissão de sinais vitais do paciente para o hospital enquanto ele ainda está a caminho. Isso possibilita que a equipe médica esteja preparada para agir imediatamente ao receber o paciente, aumentando as chances de sucesso no tratamento.
Ademais, se destaca também a transmissão de dados complexos com qualidade e segurança. No qual, a Engenharia de Telecomunicações desempenha um papel crucial nesse processo, desenvolvendo tecnologias que garantem a transmissão eficiente e segura desses dados complexos. O uso de algoritmos de compressão de dados permite que grandes volumes de informações sejam transmitidos sem perda de qualidade, enquanto os protocolos de segurança protegem os dados sensíveis dos pacientes.
Deste modo, tem-se a Internet das Coisas Médicas (IoMT) que é uma aplicação emergente que une dispositivos médicos e tecnologia de telecomunicações, ou seja, dispositivos como marcapassos, bombas de insulina, monitores de pressão arterial e wearables de saúde conectados à internet podem transmitir dados em tempo real para profissionais de saúde
E por fim, não poderia deixar de citar a telecirurgia, no qual é conhecida como cirurgia remota ou assistida por robôs em que é um campo emergente que se beneficia das redes de telecomunicações de alta velocidade e baixa latência. Sendo assim, cirurgiões em um local podem operar em pacientes que estão em outro, usando robôs cirúrgicos controlados a distância. Portanto, o 5G, com sua latência extremamente baixa, é uma tecnologia chave para o desenvolvimento da telecirurgia, garantindo que os movimentos dos cirurgiões sejam reproduzidos quase instantaneamente pelos robôs.

Desafios na Convergência entre Medicina e Telecomunicações
A transmissão de dados médicos requer protocolos rigorosos de segurança para proteger a privacidade dos pacientes, logo, deve-se manter sempre o sigilo do paciente conservado de acordo com a conduta ética.
E outras situações em que nas áreas remotas, a falta de infraestrutura de telecomunicações pode limitar o acesso a serviços de saúde digital e diferentes dispositivos e sistemas precisam se comunicar de forma eficiente e segura, exigindo padrões técnicos uniformes podem ser desafios a serem enfretados devido a limitações tecnológicas e de infraestrutura.

Conclusão
A relação entre a Medicina e a Engenharia de Telecomunicações está criando um novo paradigma de cuidados de saúde. Logo, as tecnologias de comunicação não apenas facilitam o acesso a serviços médicos, mas também aprimoram a qualidade e a eficiência dos tratamentos.
Portanto, à medida que essas duas áreas continuam a convergir, podemos esperar inovações ainda mais revolucionárias que melhorarão a vida de milhões de pessoas em todo o mundo. Bom, esse foi blog da semana e espero que vocês tenham gostado!

Referências