Olá pessoal, me chamo Kauã e faço parte do PET Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal do Ceará (UFC). Então, hoje vou falar sobre o telescópio mais poderoso já construído que se denomina, James Webb, pela sua complexidade tecnológica e tamanho que faz com que obtemos cada vez mais informações acerca do universo que é tão misterioso, a partir de informações em forma de imagens.
Logo, uma imagem do espaço, além de ser algo muito bonito de se ver pode conter informações preciosas e assim temos que tratá-la de ser mantida em boas condições para uma ótima visualização e estudos científicos. A seguir, vou começar pelo telescópio Hubble para entendermos todo o processo evolutivo espacial.
TELESCÓPIO ESPACIAL HUBBLE
É claro que não podemos deixar de falar do nosso velhinho telescópio Hubble que está completando 34 anos e que marcou a compreensão do universo, revolucionando os conhecimentos de astronomia e astrofísica com suas imagens inéditas e dados extremamente importantes, sendo um verdadeiro instrumento revolucionário dessa área científica.
Contudo, vale destacar que ele teve que ser reparado logo depois de seu lançamento e ele deveria parar de funcionar a qualquer momento, mas este guerreiro espacial continua mandando imagens maravilhosas. Outro detalhe importante é que o Hubble possui uma limitação de cor e com isso, afeta diretamente no alcance e detalhamento de suas imagens e dados em longas distâncias.


TELESCÓPIO ESPACIAL JAMES WEBB
E agora finalmente vamos falar sobre o James Webb que em 1996 já estava sendo organizado e estruturado a fim de ser laçando no espaço um telescópio mais moderno. Desta forma, seu orçamento era de 500 milhões de dólares e em 2005, teve várias alterações no projeto com muitos testes sendo feitos e só foi possível ser lançado no espaço em 2021 com um custo de dez bilhões de dólares, ou seja, 20 vezes mais do que o orçamento previsto e com 14 anos de atraso.
E o melhor de tudo isso é que todo o trabalho realizado e gastos financeiros foram completamente compensados pelas funções exercidas por este telescópio fantástico, no qual ele supera e muito o telescópio Hubble. Logo iremos observar essas diferenças entre ambos.

A CIÊNCIA POR TRÁS DO JAMES WEBB
Em sua estrutura física tem-se um espelho de seis metros e meio e para vocês terem uma noção o Hubble possuía um espelho de 2 metros e 40 de diâmetro, o que já era bem complicado de ser levado para o espaço. Sendo assim, como fizeram para mandar o James Webb, já que ele era enorme?
E então os cientistas e físicos tiveram uma ideia brilhante em elaborar um sistema bem elaborado que resumindo aqui, eles deixavam o telescópio compactado por meio de um mosaico de espelhos que tem uma facilidade de se dobrar e quando ele chegar ao espaço essas estruturas se desdobrariam e abririam 18 espelhos gigantes (hexagonais e banhados a ouro) para ficar do tamanho original que foi criado. Deste modo, estes conjuntos de espelhos não funcionam como se fosse um espelho só, cada espelho irá mandar a mesma imagem com o auxílio de um sensor.

Ademais, o James Webb consegue enxergar ondas eletromagnéticas infravermelhas que representam a luz emitida por corpos celestiais que estão a milhões de anos luz de distância e se afastando do ponto de observação do telescópio. Nesse sentido, conforme a luz se afasta ela vai mudando de cor e chegando no infravermelho e quando ela vai se aproximando a cor muda e tende a chegar na cor violeta, isso se trata do famoso efeito doppler. Dito isto, se quisermos informações de estrelas recém-formadas bem próximo do evento Big Bang, por exemplo, temos que focar na visualização de ondas infravermelhas, já que estas ondas vêm de um passado mais distante e que só é possível com o telescópio James Webb, diferente do Hubble.

OS CUIDADOS PARA PRESERVAR A INFORMAÇÃO EM FORMA DE IMAGEM DO JAMES WEBB
Para encerrar, vou falar algumas medidas de proteção de captação de imagem para que não aconteça nenhum imprevisto no decorrer do processo, uma vez que esse telescópio teve muito investimento, então todo cuidado é necessário.
Uma situação dessa seria quando o sol emitisse ondas eletromagnéticas infravermelhas, esquentando o James Webb e fazendo este emitir estas mesmas ondas e interrompendo a captação de suas imagens. Por isso, este telescópio precisa de um enorme escudo de calor, ou seja, uma proteção gigantesca que não deixa a luz do sol esquentar a parte mais interna do telescópio, no qual são várias camadas de uma manta revestida com alumínio.

Outro fator importante é que o James Webb não pode ficar muito perto da Terra, pois ela emite muita radiação infravermelha e iria confundir completamente as imagens que esse telescópio iria receber. Portanto, foi possível achar um ponto específico que fica quatro vezes a distância da Lua, onde acontece o alinhamento de gravidade do sol e da Terra. Desta maneira, o James Webb sempre ficará com o escudo de proteção para o sol e os espelhos hexagonais na direção oposta pronto para buscar informações sobre o universo sem sofrer nenhuma interrupção de dados.

Enfim, todo esforço e investimentos para obter mais informações sobre o passado do nosso universo e manter todo o cuidado para esta informação não ser alterada é algo incrível, uma vez que podemos ir cada vez mais longe com o avanço da ciência. É isso pessoal, espero que tenham gostado!




REFERÊNCIAS