A Anatel encerrou a tomada de subsídios para reavaliar as regras do serviço de roaming, em que usuários de determinada operadora podem utilizar as redes de concorrentes. As operadoras contribuíram com suas sugestões, e a TIM defendeu que as teles fossem obrigadas a abrir o roaming em estradas e rodovias.
Para a TIM, o roaming tem vantagem na “rapidez na implementação e simplicidade na operação e governança”, além de ter menor custo de implementação em comparação com outras soluções, como o RAN Sharing.
Atualmente, as operadoras são obrigadas a abrir suas redes em roaming nos municípios com menos de 30 mil habitantes. Isso não significa, no entanto, que o serviço celular estará disponível nessas localidades para usuários de todas as teles, visto que a tele sem cobertura não é obrigada a contratar a concorrente e oferecer serviço nessas localidades.
A TIM almeja garantir o roaming com as tecnologias VoLTE e VoNR, que funcionam como uma espécia de VoIP (chamadas pela Internet), com a intenção de “garantir conectividade e experiência de uso adequadas ao uso visitante“. Assim, a operadora propõe que é necessário que o serviço de voz seja prestado através de tecnologia VoLTE nas redes 4G e VoNR nas redes 5G.
Enquanto a TIM defende a abertura das redes nas estradas, a Vivo considera o tema “complexo”. Na tomada de subsídios, a tele ressalta que “existe uma diferença fundamental entre a oferta de roaming em municípios e localidades e a oferta de roaming em rodovias”.
De acordo com a Vivo, parte significativa dos trechos de rodovias com cobertura são atendidos por antenas que cobrem áreas urbanas dos municípios e localidades localizados às margens da rodovia. Segundo a tele, isso poderia causar problemas técnicos.